terça-feira, 17 de novembro de 2009

Quase amor.

This time, this place,
Misused, mistakes
Too long, too late
Who was I to make you wait?
(Far way – Nickelback)
Eu poderia começar com era uma vez, mas acho graça em clichês e nossa história pode ter sido de tudo um pouco, menos engraçada.
Então, começo com uma pergunta: NOSSA história? Ela nunca foi nossa... nós nunca fomos NÓS DOIS; ta, na teoria isso aconteceu, mas ‘não basta o compromisso vale mais o coração’ . A verdade é que fomos eu e você que um dia por acaso a sua história e a minha resolveram se encontrar e brincar de faz de contas com a gente...
- Faz de conta que eu gosto de você!
-Você, faz de conta que eu te amo!
E nesse faz de contas vivemos por um tempo, fazendo de conta que éramos felizes. Mas não éramos.
Esquece isso tudo que falei! Eu queria escrever como começou, porque começou, quando começou. Mas não sei onde começa, só onde termina... Eu procuro o fio e só encontro a meada. Sei lá, precisava de alguma forma tirar da minha cabeça essas ideias e colocá-las no papel pra ver se elas param de martelar e me deixam pensar em outras coisas, mas não deu certo. Quando se trata de mim e você – os dois juntos no mesmo lugar, no mesmo pensamento, no mesmo parágrafo – nunca dá certo.
De fato começar essa história com uma pergunta não seria a melhor forma! Como começar a contar essa história, que por mera distração dividimos por um momento vivido intensamente? ...Já sei! Lembra quando estávamos escutando I don’t wanna miss a thing e no refrão eu comecei a cantar bem alto:
- Don’t wanna close my eyeeeees …
E você disse:
- Eu adoro quando você fica a vontade assim!
...mas acho que esse não seria um bom começo, porque eu não me sinto tão a vontade do seu lado assim há muito tempo. Então, posso falar de como você gostava do meu perfume, ou melhor, ainda gosta, né?! Um dia desses você comentou que eu ainda usava o perfume que é só meu e que você tanto gosta; mas também acho que não seria um bom começo, vai que eu confesso que ainda lembro do seu também, apesar de você não usá-lo mais. Bom, é melhor nem tentar contar essa quase história!
É que mesmo assim isso me parece tão triste, sabe?
Estava escutando Legião Urbana e quando ouvi Renato Russo cantar: “e nossa história não estará pelo avesso assim sem final feliz...”; me fez perceber que a gente esquece que está tudo do avesso, porque é mais fácil esquecer que está tudo errado,’ esquecer sabendo que estamos esquecendo’. Preferimos ficar sem final feliz, quer dizer no meu caso fico até sem o era uma vez.
Mas, então, deixa pra lá isso tudo. Deixa pra lá o que passou, o perfume, a tentativa de contar essa história, o faz de contas... não temos tempo pra isso: agora, somos maduros.
E daí se eu ainda te deixo balançado? Você não consegue fazer o mesmo comigo, sorte minha por isso, porque eu não seria forte o suficiente pra te mandar retalhos de amor.
Então te mando minhas melhores vibrações (sim, ainda continuo meio hipponga) e te beijo.
Andressa F.

Ps- comecei com sua música preferida (pelo menos era a que você sempre cantava pra mim) só pra te desejar que tudo seja leve de tal forma que o tempo nunca leve.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Feliz, obrigada !


"Você sabe que de alguma maneira a coisa esteve ali, bem próxima.
Que você podia tê-la tocado.
E sem entender, você então pára e pergunta alguma coisa assim: mas de quem foi o erro?
Você vai perguntar: mas houve um erro?
Bem, não sei se a palavra exata é essa,
erro.
Mas estava ali, tão completamente ali, você me entende?
No segundo seguinte, você ia tocá-lo, você ia tê-lo.
Era tão. Tão imediata. Tão agora. Tão já. E não era.
Meu Deus, não era.
Foi você que errou?
Foi você que não soube fazer o movimento correto?
O movimento perfeito, tinha que ser um movimento perfeito.
Talvez tenha demonstrado demasiada ansiedade, eu penso.
E a coisa se assustou, então."

Tem coisa mais egocêntrica do que desistir?
Resolver viver minha própria vida independente dele' independe de estar com ou sem ele'?
Desistir dói, soa como falta de capacidade. Confesso: quando se trata de você... de nós, eu sou incapaz.
Mas tudo bem, porque acima de tudo ainda gosto de ver meu sorriso refletido no espelho... gosto de compartilhar meu sorriso com outras pessoas e comigo mesma.
Só quero que você saiba que eu sei que desde sempre jogávamos assim, ninguém ganhava, ninguém ganharia nunca.
'E vai-se indo assim, menina poeta, em tempos que não se ama mais, vivendo de ficções, ilusões, projeções, criações’. Mas acima de tudo me permitindo ser feliz!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

a andressa . . .

“Ela era mais que linda. Era viva, sarcástica, tensa, confusa.
Meio desmedida. E rainha” Caio F.

Nunca entendi como consigo viver sempre nessa corda bamba que há em mim. Estou sempre prestes a cair, mas aí eu encontro um jeito de aprender a voar.
Não dá pra entender como alguém consegue ir ao extremo em pouquíssimo tempo... Como consigo amar e odiar e depois voltar a amar com tanta rapidez assim?
Como eu posso dizer que amo, amo muito, amo demais, amo muito pra caralho; e depois achar feio falar palavrão?E sempre me desculpar dizendo 'em alguns momentos há exceções!'
Como eu consigo ver e gritar pra quem quiser ouvir que a vida é doce?
Como tantas dúvidas podem morar dentro de mim e mesmo assim eu consiga viver com elas, às vezes até achar graça em não ter certeza sobre quase nada da vida?
Qual foi a fórmula que minha mãe usou para que eu pudesse conquistar tão facilmente as pessoas?
Não sei... na verdade nunca soube de muitas coisas. A única coisa que eu posso dizer é: Qualquer poço mais escuro me dá sua mão e vamos comigo pra lugar nenhum, pode ter certeza que eu vou fazer com que seja doce.