sexta-feira, 23 de abril de 2010

alva..

Chovia, chovia e chovia.

Ela jogou o livro no chão, deitou de barriga para cima e fechou os olhos na intenção de esquecer tudo, todos... ele.

Como é mesmo aquele trecho que eu li... em algum lugar... ah! "amar exige coragem e hoje somos todos covardes". É só pode, ele é covarde um grande covarde.

Sem se dar conta, mesmo de olhos fechados era nele que ela pensava e era por ele que o mundo dela girava.

A chuva estava passando. Estava uma noite fria e nem mesmo a voz do Cazuza repetindo "Um coração dependente Viciado em amar errado..." aquecia aquele frio que ela sentia. Quando o frio é no coração não há muita coisa para fazer, senão, aceitar o frio e esperar que o verão chegue no tempo dele.

O celular tocou uma, duas... cinco vezes, mas ela não atendeu nem mesmo esboçou vontade de pegar-lo para ver quem ligava. Desde que ele tinha a deixado, novamente, ela não possuía vontade de ligar para ele, de falar com ele... mas também não tinha mais vontade de fazer nada. Sua vida se resumia em tentativas frustradas de ler algum livro.

A campainha tocou. Ela abriu os olhos lentamente e olhou para o relógio, marcava 23h38, sua vontade era de fechar os olhos novamente.

-Bianca! -uma voz conhecida e desesperada a gritava do lada de fora.

Ela sabia que cedo ou tarde eles iriam se encontrar. Ela sabia que ele era covarde o suficiente para não assumir suas decisões, seus atos. Ela sabia, ela sempre soube que por mais que o barco estivesse furado quando ele a via remar dava uma vontade absurda nele de remar também... de re-amar.

Ela levantou-se colocou lentamente os chinelos e foi até o portão.

-Oi!

Ela permaneceu em silêncio.

-Está garoando, não é melhor a gente entrar?

Ela permaneceu em silêncio e olhando fixamente para ele balançou a cabeça informando que não. Não havia necessidade de entrar e estender ainda mais esse assunto.

-Então, foi mau. Fui mau também. Eu acho até que menos com você, e mais comigo.Você sabe eu preciso de você pra ser feliz, pra conseguir ir além do que eu mesmo imagino ser capaz. Preciso de você! muito, muito mesmo! Com uma urgência que nem eu mesmo sei explicar.

Ela continuava quieta, mas agora olhava fixamente para a lua que estava aparecendo timidamente.

-...é... Mas você sabe que eu tenho medo de me magoar. Sei lá, às vezes eu até penso que essa história de amor, namorar, casar não é pra mim! Mas quando eu me vejo sem você me sinto sem chão...

Ela olhou pra ele e disse sem nenhuma emoção na voz:

-As pessoas dizem até que meus olhos brilhavam mais.

-Então, é isso! a gente se precisa.

-Rodrigo, eu li uma vez que há pessoas que sentem amor, mas não nasceram para viver o amor.

-...mas...

Ela o interrompeu

-Você é uma delas. Eu não quero mais ser o seu chão. Não quero mais me sentir pisada por você. Não quero mais saber que você precisa de mim, mas não me ama. Você não me ama.

-Pára Bianca! A gente já teve essa conversa, você sabe o quanto sou confuso.

-Isso não é confusão. É covardia. Cansei de ter um covarde do meu lado. A sua necessidade por alguém machuca! Você tem tantas coisas secas aí dentro e nada bonito pra oferecer! Hoje eu percebi que o brilho nos meus olhos que as pessoas tanto falavam não era na verdade meu, mas sim seu. Eram os brilhos do seus olhos refletidos no meu... Você tem necessidade de sugar tudo de bom que há em mim... Você quase conseguiu! Não vou mentir dizendo que estou bem, mas “ os jardins não morrem no inverno, apenas sofrem um pouco mais fundo do que de costume”. Querido, a primavera vai voltar a reinar aqui dentro de mim e eu não tolero mais nenhuma erva daninha pra matar as minhas flores.

Ela não esperou respostas. Ela não esperou reação. Apenas virou e fechou o portão. Subiu as escadas devagar, da mesma forma que as desceu, porém havia uma certeza dentro dela: o inverno vai passar.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"O meu coração...


...é um músculo involuntário".E otário!

Sabe aquela semana que você tá chata, insuportável, nem você se aguenta?

Pois é: estou assim!

Sei lá, parece que o mundo está de TPM!

E eu estou muito confusa, as coisas estão complexas, estou sentimental mais do que o normal e não tô dizendo nada com nada!

RÁ... que merda!

E para piorar tive certeza que sou aquela típica pessoa que vive de passado. Yes, my name is museu! haha.. péssima!

Enfim, como diz "meu coração é um músculo involuntário e ele pulsa por você". Idiotice, mas pura verdade!

Queria que não fosse assim, mas é inevitável! Ontem estava conversando com um amigo meu e ele me disse: "Deixa de ser idiota! você pode ter o cara que você quiser! mas não! fica aí insistindo em uma coisa que não vai dar em nada... de novo não vai dar em nada!"

Pô meu, magoou porque no fundo eu sei que ele está certo...

Caracas... não tô bem mesmo... Tô postando esses textos toscos, em primeira pessoa, falando das merdas que me acontecem e sem rever os mil erros de português... OMG o que tá acontecendo?!

E pra terminar isso aqui: tinha um encontro hoje com um cara e não fui... por quê?

Porque eu olhei pro meu guarda roupa e não tinha NENHUMA ROUPA DECENTE!

Saco!

Deixa eu ficar de bom humor, porque hoje é sexta... vamô lá colocar um OB no mundo e voltar a ser feliz!

-FIM-

PS- vou comemorar meu niver (haha... tá tudo uma bosta e ainda vou comemorar) no Bar Biroska; certeza que vou esquecer de chamar meio mundo e vou ficar escuntando como sou desnaturada até o meu próximo niver,

PS2- JURO, vou voltar a escrever coisas decentes,

PS3- Não sei porque estou me justificando, ninguém lê essa porra!,

PS4- Só ganhando um livro do Caio Fernando Abreu pra eu voltar a ser feliz! :D #ficaadica

domingo, 11 de abril de 2010

Tudo igual

“(…) ela nunca esquecera que, se você bebe muito de uma garrafa que está escrito ‘veneno’, é quase certo que vai se sentir mal, mais cedo ou mais tarde.” (As aventuras de Alice no País das Maravilhas)

Geralmente sou uma pessoa centrada, racional e que dá ótimos conselhos – inclusive pra mim mesma -, porém sempre há um momento na minha vidinha que eu, simplesmente, surto!

Pois é, cadê a razão Andressa? Tá lá longe dando tchau…

FODA, é em vermelho e em caps lock!

Eu não entendo como tudo pode ir água abaixo, ao mesmo tempo, como posso quase conseguir um serviço decente, mas na hora H dá tudo errado? Como eu posso saber que aquela pessoa faz mais mal do que bem pra mim, ter isso dentro na minha cabeça e todas as vezes que eu penso estar sentindo saudades mentalizo o mantra: “ele não te merece!”… mas aí eu pude ter certeza que gostar de alguém é função do coração, mas esquecer não é! É a problemática da minha cabeça, que diga-se de passagem é minha em termos: tem algo aqui dentro que age por conta própria, sem dar nenhuma satisfação. Quem me dera que um esforço de conscientização resolvesse o assunto!

Por mais eu que saiba que esteja escrito em letras garrafais: “VENENO” eu vou lá duvido e experimento só um pouqunho… mas cedo ou tarde acabo me sentindo mal.

Mas que saco!

Será que é o inferno astral de novo batendo na minha porta?

Pois é, quando as coisas vão mal, parece que vão de mal a pior!

Sei lá, na verdade eu sei que só preciso de férias, uma bebida e um amor sem gelo, please!

Queria te dizer pra ir embora, me deixar em paz e deixar que eu viva essa vidinha que por enquanto é o que eu tenho no momento, mas não consigo…e chega uma hora que eu penso que parece que passa, porque não passa, continua aqui.

Estou tentando esquecer dos meus quase empregos, das pessoas que me magoram, de quem me fez sofrer e de você, vezenquando consigo, mas de você não esqueço. Em parte porque você não me deixar te esquecer, e em parte também, principalmente, porque não desejo isso. É verdade, amor é falta de QI!

Ao som de “No Recreio – Cassia Eller”