Nasci na capital de São Paulo, no dia 27 de abril de 1988, desta forma, sou do signo de touro e tão ciumenta e teimosa como o signo manda. Moro há vinte e dois outonos na mesma casa. Todos no que não me conhecem acham que sou metida e antipatica ao extremo, depois que me conhecem pensam que sou uma eterna moleca, mas depois que passam a saber quem eu sou de verdade percebem que não sou feita dos extremos, mas sim do meio termo.
Já sonhei em ser bailarina, jogadora de futebol, veterinária, bióloga marinha, policial, médica, atriz, engenheira, advogada... aí percebi não sabia o que queria ser quando crescer, então, resolvi cursar administração de empresas. Continuei sem saber o que queria fazer, mas com uma certeza do que não queria: ser administradora de empresas. Nunca gostei de números,essa história de exatidão não me atrai, mas as palavras sempre me encataram me levam pra outra dimensão; cada pessoa tem o direito de interpretar as coisas da forma que quiser, ao cotrário dos números: as palavras e nós não somos exatos. Hoje estou no tericeiro ano de jornalismo.
Sinto muita saudade, chega a ser doentia. Guardo lembranças de passados bem distantes, mas que eu queria que fosse presente pra sempre. Guardo na memória quando havia muitas crianças na rua brincando de bola, esconde esconde e não em casa brincando de video game. Sou uma eterna saudosista que guarda o gosto do bolo de fubá da minha vó, de um sorriso lindo e sincero ao ser supreendido, de um abraço apertado quando não haviam palavras, que guarda perfeitamente a entonação da voz do meu avô ao me chamar ou a sua risada contagiante e ainda sei perfeitamente como foi o meu primeiro beijo.
Choro por tudo e por nada. Amo ficar em casa de pijama e meia assistindo filme e comendo chocolate. Minha mãe é meu porto seguro mais do que mãe e amiga, ela é a minha base. Meu pai é meu heroi e segundo minha mãe eu sou exatamente igual a ele, por esse motivo há tantas brigas. Eles são as pessoas mais importantes pra mim.
Adoro vermelho, preto e branco e detesto amarelo. Amo, amo muito e com facilidade e exatamente por isso me frusto muito. Tenho muitos colegas e poucos amigos, e esses amigos são eternas crianças e também são eternos pra mim, apesar de muito deles não saberem disso. Já vi enterrarem uma avó, um avô e eu enterrei um amor. Sofri muito, na verdade ainda sofro, mas percebi que sou forte e sempre consigo continuar mesmo quando penso que não dá mais.
Não gosto de abraços frouxos, de situações previsiveis, de pessoas falsas, não gosto de dormir sem cobertor, não gosto de me explicar e não gosto quando não prestam atenção enquanto falo. Gosto de pessoas doces, de situações claras, adoro ser surpreendida, gosto de MPB,adoro abraços apertados, gosto de receber sms de madrugada, visitas inesperadas, beijos roubados, conversas longas sobre coisas complexas ou sem importância, sair sem destino e amo sorrisos sinceros.
Sonho pouco por medo de acordar e ver que não foi real. Tenho muitos objetivos, porque eu luto e alcanço. Tenho plena convicção que Deus está comigo sempre, apesar de muitas vezes eu mesma pisar na bola.
Enfim, escrevo porque desta maneira me sinto mais leve, continuo complexa em todos os sentidos, porém encontrei uma aliada: as palavras. Ah, e continuo sem saber o que vou ser quando crescer, na verdade, me nego a crescer.