quarta-feira, 27 de maio de 2009

Final Feliz ?


“O regime ditatorial de Kim Jong-il disse nesta terça-feira que os EUA sob a administração Obama continuam sendo um país ‘hostil’ e que o Exército e o povo coreano estão preparados para a batalha”. [G1 26/05/09]

Era uma vez uma garotinha.
Essa garotinha não costumava chorar muito, porque a vida não lhe dava tantos motivos assim para chorar.
Essa garotinha sorria muito, porque ela tinha aprendido que agindo assim ela se tornava mais feliz.
Essa garotinha tinha muitos sonhos. Sonhava que um dia seria veterinária, bailarina, super heroína, jornalista, atriz, médica, escritora, mãe, tia, avó... até bisavó se bobear.
Essa garotinha se contentava com pouco. Contentava-se em ganhar um chocolate, em ganhar um abraço, em ganhar um colo para descansar, mas contentava-se mais ainda quando alguém olhava em seus olhos e sorria para ela... Ela se sentia única quando ganhava um sorriso.

Aí um dia essa garotinha cresceu, virou mulher...

Essa mulher não costumava chorar muito, apesar de a vida lhe dar muitos motivos para chorar. Ela se tornou fria, porque a vida lhe mostrou e ensinou que deveria ser assim, que isso era o mínimo que ela deveria ser: forte...Fria.
Essa mulher não sorria muito. Mas sorria o suficiente para transparecer que ela estava bem, estava alegre, que a vida pode ser boa... Poderia até ser legal, poderia até mesmo ser divertida se houvesse um pouquinho de esforço.
Essa mulher não tinha muitos sonhos, aliás, ela não tinha sonhos. Ela percebeu que tudo o que ela sonhava quando ainda era uma garotinha tinha virado pesadelo. Que alguém tinha roubado tudo àquilo que ela mais desejava.
Essa mulher descobriu que a única coisa que se pode esperar do homem é a ganância. Que o mundo é governado por interesses próprios. Que inocentes perdem os sonhos, a alimentação, a dignidade, o respeito, a felicidade... a vida, por petróleo, dinheiro, ações, status... poder.
Poder de quem?
Ela sabia que esse tão almejado poder estava nas mãos da pessoa errada. Ela sabia que mesmo se estivesse nas mãos da pessoa certa, essa pessoa certa tornar-se-ia a pessoa errada. Era fato, a pessoa certa iria se corromper.
Essa mulher tinha vontade de não saber das guerras, das disputas, das desigualdades.
Essa mulher tinha certeza de apenas duas coisas: Primeira Deus não iria ter o trabalho de acabar com o mundo, o ser humano feito sua imagem e semelhança, já está se encarregado de tal fato. Segunda nós não teríamos um final feliz, e nem seriamos felizes... Felizes para sempre.

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